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Líder da Junta Militar da Guiné, Mamadi Doumbouya, Toma Posse como Presidente

O líder da junta militar da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, tomou posse este sábado como Presidente da República, após ter sido declarado vencedor das eleições presidenciais realizadas no final de dezembro de 2025, segundo resultados provisórios validados pelas autoridades eleitorais e pelo Supremo Tribunal do país.‎‎

De acordo com dados incompletos divulgados na terça-feira, 30, pela Direção Geral de Eleições (DGE), Doumbouya obteve cerca de 86,7 por cento dos votos apurados no primeiro turno do escrutínio, o primeiro realizado no país desde o golpe de Estado de 2021.

Ao anunciar os resultados, a responsável da DGE, Djenabou Touré, afirmou que, “após a centralização, verificação e compilação dos resultados provisórios do primeiro turno da eleição presidencial, em estrita conformidade com a lei, o candidato Mamadi Doumbouya, do GMD, é provisoriamente declarado eleito por ter alcançado a maioria absoluta dos votos válidos”.‎‎

Dias depois da votação, o Supremo Tribunal da Guiné confirmou a vitória do general, atribuindo-lhe oficialmente 86,7 por cento dos votos, abrindo caminho para a sua investidura como chefe de Estado.‎‎

A cerimónia de tomada de posse decorreu no Estádio General Lansana Conté, nos arredores da capital, Conacri, e contou com a presença de milhares de apoiantes, bem como de alguns chefes de Estado e representantes de países africanos. ‎‎

Vestido com uma túnica tradicional, Doumbouya jurou defender a Constituição, documento que foi revisto durante o período de transição para permitir a sua candidatura à presidência.‎‎Mamadi Doumbouya chegou ao poder em setembro de 2021, após liderar o golpe militar que derrubou Alpha Condé, o primeiro presidente eleito democraticamente da Guiné.

‎‎A posse de Doumbouya marca o início de um novo ciclo político na Guiné-Conacri, num contexto de fortes expectativas internas e externas quanto à estabilidade, à abertura democrática e ao respeito pelos direitos fundamentais no país da África Ocidental.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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