A União Africana concluiu, no Domingo, na sua sede, em Adis Abeba, a 39.ª Sessão Ordinária da Assembleia, com foco em temas cruciais como a promoção da paz e segurança no continente, a implementação de reformas estruturais na organização e a gestão sustentável dos recursos hídricos.
A cimeira marcou a transição da presidência rotativa do bloco, com o reconhecimento do mandato cessante do Presidente angolano João Lourenço, que liderou a organização em 2025, e a formalização da posse do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, como novo Presidente da UA para 2026.
Na abertura da 39.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da UA, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou que Angola conduziu a sua presidência com uma diplomacia pragmática, inclusiva e orientada para resultados, registando progressos nas reformas estruturais da instituição.
Segundo o chefe da diplomacia angolana, os objectivos definidos foram alcançados com o apoio dos Estados-Membros, permitindo avanços em processos estruturantes, como a escolha da nova liderança da organização e a implementação do SACA, iniciativa voltada para a auditoria de competências e reforço técnico da Comissão da UA.
Téte António sublinhou ainda que Angola impulsionou a revitalização dos métodos de trabalho da União Africana, com foco na eficiência, previsibilidade e alinhamento com a Agenda 2063, estratégia continental para a promoção da paz, integração económica e desenvolvimento sustentável.
Durante os trabalhos da 39.ª Sessão Ordinária, o Conselho Executivo deverá analisar relatórios estratégicos, debater a participação da UA no G20, reflectir sobre o posicionamento global do continente e proceder à eleição e nomeação de novos membros dos órgãos da organização.

