A nova variante da COVID-19, designada BA.3.2 e apelidada de “Cigarra”, está a despertar a atenção das autoridades de saúde em todo o mundo, devido ao elevado número de mutações e ao seu potencial de transmissão.
Identificada inicialmente na África do Sul, a variante já foi confirmada em pelo menos 23 países, entre os quais Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália, indicando uma rápida disseminação internacional.De acordo com especialistas, a BA.3.2 apresenta mais de 70 mutações na proteína spike — estrutura responsável pela entrada do vírus nas células humanas.
Este número representa quase o dobro em comparação com variantes anteriores, o que pode facilitar a propagação, inclusive entre pessoas vacinadas ou previamente infetadas.
Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apela à calma. Até ao momento, os sintomas associados à nova variante mantêm-se semelhantes aos já conhecidos, como febre, tosse e dor de garganta, não havendo evidências de aumento significativo de casos graves ou mortes.
Ainda assim, as vacinas continuam a ser apontadas como a principal proteção contra formas severas da doença.
Deteção e evolução
A variante foi detetada em amostras de águas residuais domésticas e de aeronaves em vários estados dos Estados Unidos da América, reforçando a vigilância epidemiológica em curso.
Segundo dados recentes, entre novembro e janeiro, registou-se um aumento semanal de cerca de 30% dos casos associados à variante em países como Dinamarca, Países Baixos e Alemanha.

