A China executou o cidadão francês Chan Thao Phoumy, de 62 anos, condenado por tráfico de drogas, num caso que provocou forte reacção diplomática por parte da França.
A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, que manifestou consternação com a decisão das autoridades chinesas e voltou a reafirmar a sua oposição à pena de morte em todas as circunstâncias.
Nascido no Laos e naturalizado francês, Chan Thao Phoumy cumpriu mais de 20 anos de prisão antes da execução. Ele havia sido detido em 2005, no âmbito de uma ampla operação policial contra uma rede de narcotráfico, e foi inicialmente condenado à prisão perpétua em 2007.
Mais tarde, em 2010, a justiça chinesa agravou a sentença para pena capital, ao considerá-lo envolvido numa operação avaliada em cerca de 100 milhões de iuanes, ligada à produção, transporte e distribuição de metanfetamina cristalina no país.
Segundo as autoridades francesas, Paris tentou evitar a execução por via diplomática, apresentando um pedido de clemência por razões humanitárias, que acabou rejeitado por Pequim.
O governo francês criticou ainda a condução do processo judicial, alegando que a defesa do arguido não teve acesso à audiência final, o que, na visão da diplomacia francesa, representa uma violação dos direitos do réu.
A execução reacende o debate internacional sobre a aplicação da pena de morte na China, considerada um dos países mais rigorosos do mundo no combate ao tráfico de droga.

