A cidade de Luanda regista, desde as primeiras horas desta manhã, extensas filas nas paragens e múltiplas queixas por parte dos cidadãos, devido à escassez de táxis, consequência do início da greve convocada por taxistas filiados à Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA).
Apesar da divulgação de um comunicado que anunciava a suspensão da paralisação, atribuído ao vice-presidente da ANATA, Rodrigo Luciano Catimba, muitos operadores mantiveram a adesão ao protesto, alegando desentendimentos internos nas estruturas associativas e defendendo a legitimidade das suas reivindicações.
A greve afectou com maior incidência os municípios do Cazenga, Viana, Benfica,Talatona e bairro Rocha Pinto onde a circulação de táxis foi extremamente limitada ou mesmo inexistente. Como resultado, registaram-se aglomerações em diversas paragens, atrasos generalizados e um aumento expressivo na procura por alternativas como mototáxis e viaturas privadas.

As principais exigências dos taxistas incluem o reajuste dos valores das contas diárias, a revisão do actual mapeamento das rotas e um maior diálogo com os órgãos de gestão local, no sentido de encontrar soluções sustentáveis para o sector.
Em reacção à greve, o Governo Provincial de Luanda emitiu um comunicado, no qual manifesta disponibilidade para o diálogo com os representantes do sector e apela, contudo, à contenção dos ânimos, ao respeito pela ordem pública e à prevenção de actos de vandalismo.
Segundo dados da ANATA, mais de 20 mil táxis circulam diariamente em Luanda, que cobre cerca de 80 por cento das necessidades de transporte urbano da capital. A greve, se mantida até quarta-feira, 31 de Julho, como indicam alguns representantes, poderá agravar ainda mais a crise de mobilidade, e afectar milhares de trabalhadores, estudantes e pequenos comerciantes que dependem exclusivamente deste meio de transporte.
Entretanto, estão previstas reuniões entre a ANATA, autoridades municipais e o Ministério dos Transportes para os próximos dias, com o objectivo de encontrar um entendimento que evite a extensão da paralisação.

