O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América reavaliará o estatuto do Quénia como país aliado da NATO, devido a preocupações com os crescentes laços do país com a China, Irão e Rússia a ser concluída dentro de 180 dias.
Segundo o Jornal de Angola, Washington examinará os laços militares e económicos do Quénia com a China, incluindo a sua participação na Iniciativa do Cinturão e Rota do presidente Xi Jinping, de acordo com a directriz apresentada pelo senador Jim Risch (R-Idaho) em 01 de Agosto.
“No mês passado, o presidente Ruto declarou que o Quénia, um importante aliado, não pertencente à NATO, e a China são ‘co-arquitectos de uma nova ordem mundial’. Isso não é apenas alinhamento com a China; é lealdade”, disse Risch durante um discurso no Comité de Relações Exteriores do Senado em Maio, “Confiar em líderes que abraçam Pequim tão abertamente é um erro.
É hora de reavaliar o nosso relacionamento com o Quénia e outros que forjam laços estreitos com a China”, escreve o Jornal de Angola.
O relacionamento de Nairobi com o Irão e a Rússia, bem como com os grupos extremistas violentos Al-Shabaab e as Forças de Apoio Rápido do Sudão, também serão revistos. Além disso, o Senado mandatou o Departamento de Estado para investigar se o Governo do presidente William Ruto usou inteligência de segurança dos EUA para sequestrar e torturar civis.
O ex-presidente dos EUA, Joe Biden, deu ao Quénia o estatuto em Junho de 2024 como o primeiro país da África Subsaariana na sua relação com os EUA, o que lhe valeu a criação de uma parceria estratégica com as forças armadas norte-americanas e vem com vários privilégios militares e financeiros.
Se os EUA retirarem o estatuto do Quénia, os seus militares poderão perder o acesso a equipamentos avançados de defesa e a participação em operações conjuntas, incluindo a missão de segurança no Haiti.
Quénia desempenha um papel crucial nas operações anti-terroristas dos EUA na região. Com o enfraquecimento dos laços diplomáticos entre Nairobi e Washington, a revisão pode criar oportunidades estratégicas para a Rússia e a China, que estão expandindo activamente sua presença em África.

