Arrancou nesta segunda-feira, 08 de Setembro, em Addis Abeba, capital da Etiópia, a II Cimeira Africana do Clima, onde mais de 45 Chefes de Estado e de Governo do continente berço irão abordar temas que tem que ver com a criação de soluções baseadas na natureza, transição energética, inovação tecnológica, adaptação, resiliência, financiamento climático e infrae-struturas verdes.
No encontro de três dias, que tem também como objectivo a mobilização de financiamento em grande escala para projectos resilientes e sustentáveis, Angola encontra-se representada por uma delegação chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António.
A cimeira, que se realiza até quarta-feira, decorre sob o lema “Aceleração de soluções climáticas globais: financiamento para o desenvolvimento resiliente e verde de África”, reunindo Chefes de Estado e de Governo, parceiros de desenvolvimento, organizações inter-governamentais e da sociedade civil, sector privado, académicos, povos indígenas, entre outros.
Em declarações à imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, deu a conhecer que Angola tem investido fortemente na transição energética e colocou as suas soluções a disposição do continente africano.
Téte António recordou ainda que Angola é um dos maiores contribuintes da União Africana na agenda climática, reforçando o seu compromisso com a construção de soluções africanas para o desenvolvimento sustentável.
Destacou que o país dispõe de uma Estratégia Nacional sobre Mudanças Climáticas, que orienta políticas públicas para um crescimento resiliente, com aposta na diversificação da matriz energética, aumento da produção de energias renováveis e gestão sustentável dos recursos naturais.
O programa desta segunda cimeira, que reúne mais de 45 chefes de Estado e de Governo, dirigentes internacionais e ambientais africanos, prevê, nos três dias de trabalhos, sessões plenárias de alto nível, painéis técnicos e mesas-redondas para debater soluções baseadas na natureza, inovação tecnológica, energia limpa e infra-estruturas resilientes.
No encerramento, os líderes vão aprovar a Declaração de Addis Abeba e um apelo à acção, que servirão de guia para a posição comum de África nas próximas plataformas globais, incluindo a COP30.
A Cimeira pretende servir de plataforma para informar, enquadrar e influenciar compromissos, promessas e resultados, assim como apresentar uma visão partilhada de África sobre a acção climática para promover soluções lideradas pelos africanos, indica uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores.
Discursaram, na cerimónia de abertura, Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Áfricana, Abiy Ahmed Ali, Primeiro-Ministro da Etiópia, assim como William Ruto, Brahim Ghali e Ismail Omar Guelleh, presidentes do Kenya, República Árabe Saharawi e Djibouti, respectivamente, e Mukhtar Babayev, Presidente do COP29.

