Após a operação que culminou com a detenção do Presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, o líder Venezuelano chegou aos Estados Unidos e foi conduzido ao Centro de Detenção Metropolitana, em Nova Iorque, onde aguarda julgamento sob a acusação de narcoterrorismo.
A captura decorreu numa operação militar dramática conduzida pelos EUA, que o governo de Maduro classificou como “imperialista”.
O presidente Donald Trump e o director da CIA, John Ratcliffe, acompanharam de perto a operação, que foi o culminar de uma intensa campanha de pressão da administração Trump sobre Maduro, envolvendo meses de planeamento secreto.
Trata-se da acção mais assertiva dos EUA para promover uma mudança de regime desde a invasão do Iraque, em 2003.
Na sequência, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou, no sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente os poderes da Presidência da República, garantindo a continuidade administrativa e a defesa da Nação, após a prisão de Maduro e os bombardeamentos em Caracas.
Delcy Rodríguez, que ocupa o cargo de vice-presidente desde 2018, tem desempenhado um papel central na gestão da economia petrodependente da Venezuela e no comando dos serviços de inteligência do regime.Por outro lado os líderes de todo o mundo reagiram com uma mistura de condenação e apoio à captura de Maduro.
Entre os principais cargos ocupados ao longo da sua carreira, destacam-se:
• Vice-ministra para Assuntos Europeus (2005); •Ministra de Assuntos Presidenciais (2006); Ministra da Comunicação e Informação (2013–2014);
•Ministra das Relações Exteriores (2014–2017); – Presidente da Assembleia Nacional Constituinte (2017–2018);
•Vice-presidente Executiva da Venezuela, desde 14 de junho de 2018 — cargo contestado pela oposição entre 2019 e 2023;
•Ministra do Petróleo e da Economia (2024–2025).
Por sua vez, os líderes europeus afirmaram que Maduro era considerado um líder ilegítimo, mas também apelaram à contenção e ao desanuviamento.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que “Maduro levou o seu país à ruína”.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano, Nicolás Maduro e a sua esposa e resolver a situação na Venezuela através do diálogo e da negociação.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou estar “extremamente alarmado” e apelou a uma “clarificação imediata”, segundo uma declaração publicada no sábado no canal Telegram do ministério.
A União Africana manifestou preocupação com os recentes acontecimentos na Venezuela, incluindo o rapto do Presidente Nicolás Maduro e ataques a instituições do país.
A organização reafirma o respeito pela soberania, integridade territorial e direito à autodeterminação dos Estados.O bloco africano apelou ao diálogo político inclusivo e à resolução pacífica dos conflitos, sublinhando que os desafios internos da Venezuela só podem ser superados pelos próprios venezuelanos.
A União Africana expressou solidariedade ao povo venezuelano e pediu contenção a todas as partes, reforçando a necessidade de preservar a paz e a estabilidade regional.

