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The Central African Republic's President Francois Bozize looks on as he gives a press conference, on January 8, 2013 at the presidential palace in Bangui. Bozize refused on January 8 to discuss resigning at upcoming peace talks with rebels who have stormed across the country and seized several key towns. AFP PHOTO/ SIA KAMBOU

Presidente da República Centro-Africana Conquista Terceiro Mandato

O presidente da República Centro-Africana, Faustin Archange Touadéra, conquistou um terceiro mandato nas eleições presidenciais do mês passado , segundo a Autoridade Eleitoral Nacional.

Os resultados provisórios divulgados na noite de segunda-feira atribuem a ele 76,15 por cento dos votos.

Touadéra foi eleito presidente pela primeira vez em 2016 e reeleito em 2020. Um referendo constitucional em 2023 removeu os limites de mandato e permitiu que ele concorresse a um terceiro mandato.

Cerca de 2,4 milhões de centro-africanos foram convocados às urnas em 28 de Dezembro para escolher seu presidente, bem como parlamentares e representantes regionais e locais.

Touadéra enfrentou a concorrência de seis candidatos, mas a principal coligação da oposição boicotou a votação após denunciar o que considerou um ambiente político desigual.

Anicet-Georges Dologuélé, que obteve 14,66 por cento dos votos, diz não reconhecer os números apresentados. O Ex-primeiro-ministro denunciou irregularidades e também se proclamou vencedor.

“Como já disse, não tenho de reconhecer os resultados de alguém que não ganhou. Reconheço os resultados que me proclamarão vencedor”, disse.

Também o antigo primeiro-ministro Henri Marie Dondra, que ficou oficialmente em terceiro lugar, com cerca de três por cento dos votos, frisa que existiram casos de alegadas irregularidades por parte da Autoridade Eleitoral Nacional e fraude generalizada. E apela à anulação da votação.

“É importante referir que os nossos representantes não tiveram acesso às mesas de voto. Esta constatação é válida tanto em Bangui como no interior do país. Tudo isto resultou na ausência de mandatários, no aumento induzido do número de mesas de voto e em atas com resultados antecipados. O partido UNIR apela à anulação desta votação”.

Observadores internacionais descreveram o dia da votação como sendo, em sua maioria, pacífico. A Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA) ainda mencionou problemas de segurança em curso, reconhecendo um ataque na cidade de Bambouti, no leste do país, perto da fronteira com o Sudão do Sul.

O Tribunal Constitucional tem até 20 de Janeiro para divulgar os resultados definitivos.

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