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Mais de Nove Milhões de Angolanos vão Beneficiar de Vacinas Disponibilizadas pela Gavi

A Aliança Global para Vacinas (Gavi) reafirma o seu papel crucial na cooperação com Angola, numa parceria que visa reforçar o Programa Nacional de Imunização e salvar vidas no país.

Segundo o Jornal de Angola, a Gavi garante vacinas suficientes para prevenir doenças graves, com a meta de “salvar cerca de nove milhões de vidas”.

A cooperação entre Angola e a Gavi já data de muitos anos, tendo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, recebido a CEO da Gavi, Sania Nishtar, em Luanda, para reforçar esta parceria estratégica.

No encontro, discutiram-se os principais pilares para o período estratégico 2026–2030, incluindo financiamento sustentável, reforço da cadeia de frio, e esforços para garantir o acesso equitativo às vacinas.

A Gavi compromete-se a disponibilizar cerca de 500 milhões de doses de vacinas para Angola, segundo fontes citadas em portais angolanos. Com este volume de vacinas, a estimativa é que se salvem aproximadamente nove milhões de vidas.

Este esforço insere-se num momento estratégico global: a Gavi está a mobilizar nove mil milhões de dólares para o seu próximo ciclo de trabalho (2026–2030), com vista a apoiar a vacinação em países com recursos mais limitados.

Segundo a ministra Lutucuta, a cooperação com a Gavi tem sido decisiva para introduzir vacinas de alto custo no país, como a pentavalente, a vacina contra o rotavírus e a anti-pneumocócica.

Há ainda planos para a futura introdução de vacinas novas, nomeadamente a hexavalente (que inclui protecção contra a poliomielite) e, a curto prazo, a vacina contra a malária, uma das prioridades de saúde pública em Angola.

A ministra sublinhou que, apesar de Angola ter passado a ser considerado um país de rendimento médio, continua a beneficiar de apoio substancial da Gavi, não só pelas vacinas, mas também por meio de formação de profissionais de saúde, digitalização de registos e reforço da cadeia logística (cadeia de frio).

Um dos principais desafios permanece a cobertura vacinal: por exemplo, a ministra Lutucuta mencionou que a cobertura de vacinação contra o sarampo em Angola ainda está abaixo dos 60 por cento.

A Gavi, por seu lado, aposta numa abordagem de longo prazo e colaborativa para não apenas distribuir vacinas, mas também fortalecer o sistema de saúde, capacitar quadros e construir autonomia no sector vacinal.

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