Luanda assume a partir desta Segunda-feira, por dois dias, o centro da diplomacia continental ao acolher 42 chefes de Estado e de Governo africanos e europeus, além do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na 7.ª Cimeira União Africana – União Europeia.
A escolha de Angola, que detém a presidência rotativa da União Africana, reflecte o reforço do seu papel como mediador regional e protagonista de uma agenda que ambiciona maior equilíbrio nas relações birregionais.
De acordo com informação oficial, entre os participantes estão 28 chefes de Estado e de Governo e 18 representantes de países africanos, bem como 14 líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e representantes de 12 Estados-membros da União Europeia.
A presença de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e de António Costa, presidente do Conselho Europeu, confere maior peso político a um encontro que procura reorientar prioridades estratégicas entre os dois blocos.

A cimeira contará ainda com a participação do presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e de várias organizações regionais africanas, ampliando o alcance multilateral da discussão.
Para a organização, o registo de mais de 500 profissionais da comunicação social confirma a dimensão global do evento e a centralidade do tema na agenda internacional.
Sob o lema “Promover a Paz e a Prosperidade através do Multilateralismo Eficaz”, o encontro pretende revitalizar o quadro de cooperação UA–UE num momento marcado por tensão geopolítica, desafios de segurança no Sahel, migrações crescentes e pressão para acelerar a industrialização africana.
A intenção é clara: redefinir um modelo de parceria que valorize investimento produtivo, estabilidade e oportunidades para a juventude africana, hoje uma das maiores forças demográficas do mundo.
A expectativa é que esta 7.ª edição produza compromissos concretos capazes de traduzir, na prática, a ambicionada renovação das relações entre África e Europa.

