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Organização Mundial da Saúde Certifica que Três Países Subsariano Eliminaram o Sarampo e a Rubéola

A OMS certificou que Cabo Verde, Maurícia e Seicheles foram os primeiros países africanos a eliminarem totalmente o Sarampo e a rubéola, um marco na história da saúde pública africana e mundial.

Os resultados alcançados pelos três países seguem a recomendação da Comissão Regional de Verificação para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola, que se reuniu em Joanesburgo, na África do Sul, em Outubro de 2025.

Depois de analisar dados programáticos e de vigilância exaustivos, a comissão confirmou que os três Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento interromperam a transmissão endémica de ambos os vírus durante mais de 36 meses, mantendo simultaneamente sistemas de vigilância de doenças de elevada qualidade capazes de detectar e conter rapidamente quaisquer casos importados.

Cabo Verde financiou totalmente o seu programa de vacinação desde 1998 e manteve uma cobertura superior a 90% durante duas décadas. O forte empenhamento político na vacinação, especialmente na vacinação contra o sarampo e a rubéola, tem sido fundamental para pôr termo à transmissão local das duas doenças. O país não regista um caso confirmado de sarampo desde 1999. Os últimos casos confirmados de rubéola registaram-se em 2010.

A Maurícia respondeu a um surto de sarampo em 2018–2019 com esforços renovados de vacinação e vigilância. Até 2024, a cobertura vacinal contra o sarampo, a papeira e a rubéola a nível nacional atingiu 98 por cento para a primeira dose e 96 por cento para a segunda dose. Não foram notificados casos de sarampo desde 2019 e todos os recentes casos suspeitos de sarampo e rubéola foram adequadamente investigados e descartados como casos que não eram de sarampo e rubéola.

Seicheles, há mais de 20 anos, mantêm uma cobertura vacinal superior a 95 por cento para as duas doses contra o sarampo, graças a uma vigilância constante, à confirmação laboratorial dos casos e ao rastreio sanitário nos pontos de entrada. O último surto de sarampo foi contido em 2020. Não foram confirmados casos de rubéola desde 2016.

Os três países juntam-se a 94 e 133 outros países a nível mundial que a OMS verificou terem eliminado o sarampo e a rubéola, respectivamente.

O Director Regional da OMS para África, Dr. Mohamed Janabi, parabeniza os países Cabo Verde, Maurícia e Seychelles pela importante conquista no domínio da saúde pública, na base dos esforços colectivos para controlar e erradicar as doenças em África. Mostra o que é possível fazer quando os países colocam a prevenção em primeiro lugar e fazem das vacinas uma prioridade”, afirmou este sucesso para que todas as crianças em África possam crescer saudáveis e protegidas.”

O sarampo e a rubéola são vírus altamente contagiosos transmitidos pelo ar. O sarampo pode resultar em complicações graves e morte, especialmente em crianças pequenas. A rubéola pode causar defeitos congénitos irreversíveis se a infecção ocorrer durante a gravidez. Ambas as doenças podem ser prevenidas por vacinas.

Desde 2001, os países da Região Africana implementaram estratégias de controlo do sarampo que incluem o fornecimento de duas doses de vacina primária, a realização periódica de campanhas de vacinação em massa, a vigilância intensiva da doença e uma melhor resposta aos surtos, bem como cuidados clínicos para os casos de sarampo. Entre 2000 e 2023, estima-se que tais esforços tenham evitado quase 21 milhões de mortes, uma redução de 79 por cento nas mortes anuais estimadas durante este período.

Ao longo dos anos, a cobertura vacinal na região tem aumentado. Em 2024, a cobertura vacinal relativa à primeira dose da vacina contra o sarampo-rubéola atingiu 71 por cento, contra 67 por cento em 2022, enquanto a cobertura vacinal relativa à segunda dose aumentou de 43 por cento para 55 por cento no mesmo período. Em 2024, cinco países – Botsuana, Cabo Verde, Maurícia, Ruanda e Seicheles – atingiram o valor de referência de 95 por cento de cobertura vacinal necessário para interromper a transmissão.

A Parceria na luta contra o sarampo e a rubéol, da qual a OMS é membro fundador, continua a coordenar esforços para alcançar um mundo sem sarampo e rubéola.

Liderada pela OMS, a UNICEF, a Cruz Vermelha Americana, a Fundação Gates, a GAVI, a Aliança para as Vacinas, a Fundação das Nações Unidas e os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América, a Parceria trabalha com os países para aumentar a cobertura vacinal, financiar, planear, implementar e monitorizar campanhas suplementares de qualidade, investigar surtos e fornecer apoio técnico e financeiro para uma resposta eficaz a surtos e apoiar uma rede mundial de laboratórios para o sarampo e a rubéola.

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