A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou pela primeira vez o uso de medicamentos da classe GLP-1, já aplicados na diabetes, para o tratamento da obesidade que afecta mil milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com a Lusa, o novo guia da agência da ONU inclui fármacos como o semaglutido, liraglutido e dulaglutido e é recomendado para adultos obesos, estando na lista de medicamentos essenciais.
O responsável sublinhou que, embora os medicamentos sozinhos não resolvam a crise global de saúde que a doença representa, “as terapias com GLP-1 podem ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir seus efeitos adversos”.

“Essas terapias fazem parte de uma estratégia holística baseada em três pilares. Primeiro, criar ambientes mais saudáveis através de políticas robustas; segundo, proteger indivíduos de alto risco promovendo a deteção e intervenção precoces; e terceiro, garantir o acesso a cuidados centrados na pessoa e ao longo da vida para aqueles que vivem com obesidade”, explicou o responsável da OMS.
Por sua vez, a OMS defende que estes tratamentos sejam universalmente acessíveis e sublinha que a obesidade é uma doença crónica que exige cuidados ao longo da vida.
Alerta, ainda, conforme a mesma fonte, que, sem medidas eficazes, o número de pessoas afectadas poderá duplicar até 2030 e reforça a necessidade de políticas públicas robustas e de acesso equitativo a terapias inovadoras.
A obesidade é uma pandemia global e esteve relacionada com 3,7 milhões de mortes em todo o mundo em 2024. O surgimento destes medicamentos foi revolucionário na forma como se enfrenta esta doença, uma revolução que agora conta com o apoio explícito da OMS. Sem medidas eficazes, o número de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo poderá duplicar até 2030.

