O cabo-verdiano Miguel Pedro Sousa Monteiro, foi seleccionado para assumir o cargo de Director-Geral do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo anunciou oficialmente a organização.
De acordo com a CPLP, Miguel Monteiro foi escolhido pelo Comité de Concertação Permanente, no âmbito de um concurso internacional que contou com 516 candidaturas de cidadãos dos nove Estados-membros da Comunidade.
O processo teve como objectivo seleccionar um perfil com sólida experiência administrativa e visão estratégica para apoiar a coordenação das actividades da organização.
Enquanto Director-Geral, Miguel Monteiro terá a responsabilidade de gerir o funcionamento do Secretariado Executivo, planear e executar a gestão financeira, bem como coordenar reuniões e projectos da CPLP, sempre sob orientação da Secretária Executiva.
O Secretariado Executivo é o principal órgão operacional da Comunidade, responsável pela implementação das decisões da Conferência de Chefes de Estado e de Governo e do Conselho de Ministros.
Antes da nomeação, Miguel Monteiro exercia funções como Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Cabo Verde, cargo que lhe proporcionou experiência em gestão institucional e articulação entre os sectores público e privado no espaço lusófono.
A confirmação da sua selecção foi também partilhada pelo próprio nas redes sociais, onde destacou o carácter competitivo do concurso. “Fui escolhido como vencedor do concurso internacional para o cargo de Director-Geral do Secretariado Executivo da CPLP. Foi um processo concursal, com mais de 500 candidatos, e por isso o meu orgulho”, escreveu.
Miguel Monteiro sublinhou ainda a importância de mais cabo-verdianos assumirem responsabilidades em instituições multilaterais, contribuindo para o reforço da presença do país no cenário internacional.
A nomeação ocorre num momento em que a CPLP procura fortalecer a sua acção institucional, promovendo iniciativas de cooperação política, económica, cultural e diplomática entre os países lusófonos, num contexto marcado por desafios do multilateralismo global.

