O pastor e activista afro-americano Jesse Jackson faleceu nesta terça-feira, aos 84 anos. Figura central da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, Jesse foi um dos mais próximos companheiros de caminhada de Martin Luther King .
Diagnosticado com Parkinson em 2017, foi hospitalizado para observação em Novembro, após receber o diagnóstico de outra condição degenerativa.
A sua morte foi confirmada pela família, em comunicado, que destacou que Jesse Jackson morreu em paz, rodeado pelos seus familiares, sublinhando o seu “compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos” e frisando que a sua acção ajudou a moldar um movimento global em defesa da liberdade e da dignidade humana.
Entre as reacções à sua morte, o ex-presidente Barack Obama afirmou que Jackson “plantou as fundações” para a sua campanha presidencial. O também ex-presidente Bill Clinton considerou-o “um campeão da dignidade humana”.
A ex-candidata presidencial Kamala Harris chamou Jackson de “um dos maiores patriotas da América”. Já o presidente Donald Trump declarou-se amigo de Jackson, a quem descreveu como “um bom homem, cheio de garra”.
Ao longo de várias décadas, Jesse Jackson destacou-se como uma das vozes mais influentes na luta contra o racismo, a discriminação e as desigualdades sociais.
Candidatou-se à presidência pelo Partido Democrata por duas vezes, em 1984 e 1988. Jesse Jackson deixa um legado marcante na história dos direitos civis e da política norte-americana.

