“Atire a primeira, aquele que não tem pecados.”
Conheces essa dica?
Essa dica vem do livro Sagrado, directamente da boca do mestre.
Num normal e belo dia, o Kota estava a curtir um banzelo numa linda calma, a fazer uns desenhos na areia, para passar o tempo, quando surgiu uma “cãnfora”, a arrastar uma mboa casada, que lhe apanharam a trepar as paredes com um dreda.
Naquela altura era crime (actualmente está normalizado), aplicar os cornos, o apedrejamento era o meio eficaz, utilizado como sentença. Naquele dia deram bandeira, na emoção de quererem fatigar os ideais do mestre, lhe colocaram a cena.
Mestre, encontramos essa dama que é casada com o nosso mano, a fazer “malicriado” com outro brada, e segundo a lei, temos que lhe bondar a pedradas.
Como mestre é mestre, sem desviar a atenção dos bonecos que fazia na areia, deu a dica: “Atire a primeira pedra, aquele que não tem pecados”!
Aqui na banda, Jesus sabe que os casos dessa natureza, são “bués” (plural do plural), homem traí, mulher traí… também!
Um casal se apaixonou, arquitectaram os planos, envolveram os Kota, os Sobas e até os animais (os patos finos). Declarações de amor e fidelidade eterna, perante ao Ngana e ao mundo inteiro fizeram, mas mal sabiam eles que o mundo dá voltas, e nessas voltas as pessoas ficam tontas e acabam por mexerem em sítios e coisas que não deviam.
Esse casal sem monames, casaram e tentaram ir viver como em contos da Disney, “felizes para sempre”. Isso não existe, nem aqui, nem na Conchichina e nem mesmo na própria Disney.
O tempo foi passando, já tinham feito tudo o que um casal apaixonado e feliz poderia fazer, mas nenê que é bom, nada. O casal foi fraco, não procuraram ajudas profissionais e sábias, cada um foi procurar respostas da sua forma, fizeram aquilo que é condenável: o adultério.
O brada trouxe um kandengue, de lá, das suas curvas com a sua amante, enquanto que a dona do anel não alcançava o tesouro precioso, por mais que ela navegasse com vários Piratas.
Aí numas bandas melindrosas, uma dama da Nguelé, chifrou o Papoite dela e colocou a culpa no Presidente da República e, como disse a nossa mana das finanças; “a culpa não pode morrer solteira. Com a voz embargada, não assumiu diretamente a traição, disse que foi alvo de perseguição ideológica.
Afirmando mesmo que o país vive um tempo de ataques contra cristãos e que forças políticas da “esquerda” (já que os da direita são mansos), estavam a tentar destruir famílias e Centros da Fé. Chegou a insinuar que o ambiente político nacional tem influenciado crises conjugais em todo o País.
Enquanto isso, ela continua a cantar que nem a Maria Microfone, sobre restauração e perdão.
E o Marido?
O marido, gago ficou por amar essa mulher, sem coragem de atirar a primeira pedra.
Jesus está de olho!!!

