O presidente e CEO do Fórum Económico Mundial, Borge Brende, anunciou, esta quinta-feira, que se demite do cargo, depois de reveladas as suas ligações a Jeffrey Epstein, financeiro norte-americano condenado por crimes sexuais.
A saída, anunciada num comunicado, acontece poucas semanas após a organização ter iniciado uma investigação independente à relação de Brende com Epstein, levada a cabo por advogados externos e aberta na sequência de divulgações feitas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA), segundo as quais o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega teve três jantares de negócios com o multimilionário.
Os documentos das autoridades norte-americanas revelaram também comunicações estabelecidas entre os dois por correio eletrónico e mensagens de texto.
Através de um comunicado o noruegues que liderava desde 2017 o Fórum Económico Mundial declarou
“Após cuidadosa reflexão, decidi demitir-me do cargo de Presidente e CEO do Fórum Económico Mundial. O meu tempo aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”.
No comunicado, Borge Brende não fez qualquer menção direta a Epstein.
“Estou grato pela colaboração extraordinária com colegas, parceiros e constituintes, e acredito que este é o momento certo para o Fórum continuar o seu importante trabalho sem distrações”, referiu.
Numa nota separada, co-presidentes do Fórum Económico Mundial, indicaram que a investigação independente às ligações de Brende a Epstein já foi finalizada. Concluiu-se que não há preocupações adicionais para além do que já foi previamente divulgado. Alois Zwinggi assumirá funções como presidente e CEO interino.

