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Ataque israelita impede Conselho de Peritos do Irão indicar novo líder supremo

A Força Aérea de Israel atacou, esta terça-feira (3), o edifício que alberga o Conselho de Peritos do Irão, na cidade sagrada de Qom, numa acção que, segundo um responsável da defesa israelita citado pela imprensa internacional, teve como objectivo impedir a escolha de um novo líder supremo.‎‎

O órgão é responsável por nomear o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, que, de acordo com informações divulgadas, foi assassinado no sábado durante a primeira vaga de bombardeamentos israelitas contra altos dirigentes iranianos.‎‎

Segundo o mesmo responsável, o ataque ocorreu no momento em que os votos estavam a ser contabilizados no interior do edifício. “Queríamos impedir que escolhessem um novo líder supremo”, afirmou, citado pelo portal Axios.‎‎

Fontes do governo israelita afirmaram à sua mídia que os 88 aiatolás que compõem o Conselho estavam presentes no local no momento do ataque. No entanto, não há confirmação de mortos ou feridos entre os clérigos.‎‎

Por outro lado, o governo iraniano declarou à imprensa estatal que nenhum dos membros do Conselho se encontrava no edifício durante a ofensiva aérea.‎‎

Até ao momento, não é claro quantos dos 88 integrantes estavam efectivamente reunidos, nem qual a extensão dos danos provocados pelo bombardeamento.‎‎

O Conselho de Peritos é o órgão com autoridade constitucional para nomear o líder supremo da República Islâmica. Composto por 88 clérigos, o conselho vota a partir de uma lista restrita de candidatos previamente seleccionada por um comité interno.‎‎

A sucessão é considerada um dos momentos mais sensíveis na estrutura de poder iraniana, uma vez que o líder supremo concentra a mais alta autoridade política e religiosa do país.

‎‎Imagens divulgadas nos últimos dias mostraram iranianos a prestar homenagem a Khamenei no Santuário Hazrat Masumeh, em Qom, num ambiente de luto que antecedeu o ataque.

‎‎A ofensiva contra a sede do Conselho surge num contexto de elevada instabilidade institucional e é vista como uma tentativa directa de influenciar ou bloquear o processo de sucessão no topo do regime iraniano.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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