A intensificação da guerra no Médio Oriente está a provocar fortes impactos no mercado energético mundial. O Irão afirmou esta segunda-feira que não pode garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz enquanto persistirem as hostilidades com os Estados Unidos e Israel.
A posição foi expressa por Ali Larijani, líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, que considerou pouco provável o regresso à normalidade naquela rota marítima estratégica enquanto durar o conflito.A tensão na região já se reflecte nos mercados globais.
O petróleo Brent subiu cerca de 17%, sendo negociado a 120 dólares por barril, o valor mais alto desde 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia provocou forte instabilidade nos mercados energéticos.
Analistas apontam que o receio de interrupções no fornecimento mundial está a aumentar a volatilidade dos preços, uma vez que o Estreito de Ormuz é responsável pela circulação de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Perante o risco para o comércio global, países europeus, incluindo França, discutem a criação de uma missão internacional de defesa marítima para proteger navios comerciais e garantir a circulação naquela rota estratégica.
Especialistas alertam que, se a crise se prolongar, os impactos poderão atingir não apenas o mercado energético, mas também a economia mundial, com aumento dos custos de transporte, energia e bens essenciais.

