O moçambicano Alexandre de Fátima Cobre foi selecionado entre os dez melhores jovens cientistas do mundo no Prémio Internacional de IA da UNESCO 2025.
A distinção surge na sequência das investigações desenvolvidas durante o seu doutoramento no Brasil, onde criou soluções capazes de acelerar a identificação de medicamentos eficazes, reduzindo custos e tempo nos processos científicos.
Numa publicação na sua rede social Facebook, Cobre explicou que a nomeação se deveu às suas contribuições durante o doutoramento no Brasil, na área de Inteligência Artificial (IA) aplicada à saúde, especialmente na descoberta e reposicionamento de fármacos.
“Este reconhecimento é ainda mais significativo porque competi com cientistas de todo o mundo com mais de uma década de experiência, enquanto eu ainda terminava o meu PhD”, escreveu.
Entre 2020 e 2021, o cientista publicou artigos sobre a COVID-19, utilizando ferramentas de IA em exames de rotina de baixo custo, que foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde como referência no combate à pandemia.
Em fevereiro de 2024, foi reconhecido pelo Reino Unido através do UK Global Talent Visa, antes mesmo de defender o doutoramento.
Ainda no campo das distinções, em 2025 recebeu Menção Honrosa no Prémio CAPES, o maior prémio nacional da ciência brasileira, pela inovação em IA para descoberta de fármacos e diagnóstico.
Atualmente, o jovem cientista dirige a sua empresa de IA na Inglaterra, a MozBioMed.AI, uma plataforma que ajuda moçambicanos a terem acesso a medicamentos por meio da Inteligência Artificial.

