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Dilson Cabango Faz da Dança Bandeira de Angola no Exterior

Natural de Luanda, no bairro Marçal, Dilson Cabango, 39 anos, construiu um percurso marcado pela resiliência, talento e uma profunda paixão pela dança, tornando-se hoje uma das vozes da promoção da cultura angolana na diáspora.

Residente em França, onde se afirma como bailarino profissional, professor e dinamizador cultural, Dilson tem vindo a consolidar o seu nome no panorama europeu, levando consigo ritmos e identidades angolanas além-fronteiras.Nem sempre, porém, a dança ocupou o centro da sua vida.

Durante a adolescência, o futebol era a sua grande paixão. Um problema de saúde obrigou-o a abandonar os relvados, num momento decisivo que o levou a redirecionar o seu caminho. Foi então que a dança já presente desde cedo, sobretudo através do Carnaval e dos estilos urbanos ganhou um novo significado.

Em 2015, regressou temporariamente a Angola, mas deparou-se com limitações estruturais e pouca valorização do setor da dança, o que o motivou a voltar à Europa. Em França, encontrou condições mais favoráveis para desenvolver o seu trabalho artístico e pedagógico.

Atualmente, lidera a Dilson Dance Academy, integrada numa associação cultural francesa dedicada à promoção das culturas africanas. No espaço, ensina estilos como kizomba, semba e bolero, além de um conceito próprio, denominado “Afro Vibes”, que adapta as danças tradicionais africanas ao público europeu.

A escola acolhe alunos de várias nacionalidades, sobretudo europeus interessados em aprender danças africanas. Para além das aulas, Dilson organiza eventos culturais em França e em Portugal, criando espaços de partilha e divulgação da cultura angolana.

Apesar das conquistas, reconhece que a vida na diáspora apresenta desafios. A distância da família é apontada como uma das maiores dificuldades, embora encontre na comunidade da dança um importante suporte emocional.

Ainda assim, mantém uma forte ligação a Angola, onde desenvolve projetos ligados à dança, incluindo iniciativas comunitárias como o “Kotas que Bailam”, direcionado à população mais velha. No futuro, pretende regressar ao país natal com o objetivo de implementar modelos organizacionais inspirados na Europa e contribuir para a profissionalização do setor.

Convicto do potencial cultural de Angola, defende maior investimento, estrutura e valorização dos artistas, destacando igualmente o papel da educação na formação das novas gerações através da música e da dança.

Para Dilson Cabango, a dança é hoje um dos principais cartões de visita de Angola no mundo. Através do seu trabalho, continua a afirmar a cultura, identidade e tradição angolanas em diferentes palcos internacionais.

Como mensagem final, deixa um apelo claro à juventude: mais união, maior valorização da cultura e ação concreta. “A cultura fortalece a nação” sublinha, acreditando que a dança pode ser uma das suas maiores forças.

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