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Ministra da Saúde quer “Travar” Mortes nas Maternidades

A Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, presidiu ontem a uma reunião com as direções de todas as maternidades da capital, nas instalações do Complexo Hospitalar Geral Pedro Tonha Pedalé, em Luanda.

O encontro teve como principal objetivo ouvir os desafios enfrentados pelas maternidades e propor soluções práticas para a humanização do atendimento às gestantes e aos recém-nascidos, tanto a nível central como nas esferas provincial e municipal.

A reunião contou com a presença de representantes de diversas instituições de saúde, entre os quais Elias Gonçalves, chefe do Departamento de Coordenação Hospitalar da DNH; Madalena Angelina Diogo, diretora-geral do Hospital Américo Boavida; Job Monteiro, coordenador do Projeto PFRHS; Djamel Kitumba; Lígia Alves, diretora-geral da Maternidade Lucrécia Paím; Manuela Mendes, diretora-geral do Hospital Azancot; António Manuel Varela, do GPSL; e João Francisco Pascoal, presidente da Junta Nacional de Saúde.

Na ocasião, a ministra alertou para problemas graves, como a transferência inadequada de pacientes críticos, atrasos no atendimento de emergências obstétricas e a falta de acompanhamento adequado durante o transporte.

“Não podemos estar a receber óbitos à porta do hospital. Podemos evitar mortes se formos capazes de atrair às nossas consultas de pré-natal todas as gestantes”, afirmou.

A responsável enfatizou a necessidade de rigor na gestão do pessoal e anunciou medidas disciplinares para profissionais que não cumprirem as suas responsabilidades, incluindo a devolução de horas extras indevidas e a instauração de processos administrativos.

Destacou ainda a importância da formação contínua, com atenção à idade e à preparação dos médicos para especializações cirúrgicas, garantindo que os jovens especialistas estejam aptos a atender emergências obstétricas.
Na reunião, foram também definidas ações para melhorar a referenciação e o transporte de pacientes, reforçando a comunicação entre unidades e evitando atrasos que colocam vidas em risco.

Entre as medidas práticas definidas, destacam-se:

•Criação de linhas de consulta especializadas para médicos em situação de baixa médica;

•Organização de quatro polos de atendimento reforçados para emergências obstétricas;

•Fiscalização rigorosa das unidades de saúde e dos profissionais em serviço;

•ntensificação da formação prática em blocos hospitalares para jovens especialistas;

•Melhoria do acompanhamento pré-natal e monitorização do trabalho de parto, com partogramas atualizados, no âmbito do plano de formação do PFRHS.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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