O Presidente do Djibouti, Ismaïl Omar Guelleh, de 78 anos, anunciou no sábado, 11 de abril, a sua vitória numa eleição que lhe garantiu um sexto mandato consecutivo na liderança da nação, estrategicamente localizada no Corno de África.
Com 97,8% dos votos, Guelleh venceu o seu único oponente, Mohamed Farah Samatar, que obteve apenas 2,2%, segundo os resultados oficiais.Guelleh já havia vencido as eleições de 2021, boicotadas pela maior parte da oposição, com mais de 97% dos votos.
Na altura, anunciou que deixaria o cargo este ano, mas uma emenda constitucional, aprovada em novembro, removeu o limite máximo de idade de 75 anos para candidatos à presidência.
No poder há 27 anos, Guelleh governa a pequena nação, com cerca de um milhão de habitantes, com mão de ferro. Construiu a sua reputação ao aproveitar a localização estratégica do Djibouti, transformando o país num importante centro militar e marítimo internacional.
Os seus 23 mil quilómetros quadrados abrigam bases e contingentes militares da França, dos Estados Unidos da América, da China, do Japão e da Itália, gerando benefícios financeiros, de segurança e políticos significativos.

