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Médica Angolana Destaca Percurso Profissional na Área da Saúde em Portugal

O Centro de Articulação com a Diáspora (CAD) continua a dar visibilidade a histórias de cidadãos angolanos que vivem no exterior e que, com empenho, constroem as suas carreiras profissionais. Nesta edição da rubrica Rostos da Diáspora, é apresentada a trajectória de Swayla Alexandra Ribas, médica angolana actualmente em formação na especialidade de Hematologia Clínica.

Natural do Lubango, província da Huíla, Swayla deixou Angola ainda na infância, aos 12 anos de idade. O interesse pela Medicina surgiu posteriormente, ao longo do seu percurso académico, influenciando a sua decisão profissional.

Concluiu a sua formação na Universidade de Buenos Aires, na Argentina, onde deu início ao internato em Pediatria Geral. Durante essa fase, teve contacto com diversos cenários clínicos, incluindo serviços de urgência e actividades de telemedicina, experiências que considera fundamentais para o seu crescimento profissional.

A sua mudança para Portugal representou uma nova etapa, marcada por desafios e pela adaptação a um contexto diferente, onde prosseguiu o seu caminho na área da Saúde.

Actualmente, encontra-se a especializar-se em Hematologia Clínica num hospital português. A médica sublinha o nível de exigência da profissão, tanto do ponto de vista técnico como humano: “Cada decisão e cada palavra têm impacto. É um desafio constante, mas é aquilo que escolhi e gosto de fazer.”

Na sua prática clínica, procura conjugar o conhecimento científico com uma abordagem centrada no doente, com especial atenção a áreas como a Morfologia, o controlo da dor e os cuidados paliativos, sobretudo no acompanhamento de doentes com doenças crónicas e complexas.

Apesar da distância, mantém-se atenta à realidade angolana e acredita que pode contribuir para o desenvolvimento do sector da saúde no país. Defende a necessidade de uma formação médica de qualidade, melhores condições hospitalares e maior acesso a meios de diagnóstico e tratamento avançados. “Gostaria que os estudantes angolanos tivessem oportunidades semelhantes às que eu tive”, afirma.

Swayla participa frequentemente em congressos e encontros científicos, valorizando a troca de experiências e a criação de redes de colaboração com profissionais de Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).

Escrito Por
Eunice Goncalves
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