{"id":12255,"date":"2026-09-16T09:53:24","date_gmt":"2026-09-16T09:53:24","guid":{"rendered":"https:\/\/zango.co.ao\/?p=12255"},"modified":"2026-09-16T10:01:33","modified_gmt":"2026-09-16T10:01:33","slug":"angola-reduz-fecundidade-na-adolescencia-mas-indice-permanece-acima-da-media-da-africa-subsaariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zango.co.ao\/index.php\/2026\/09\/16\/angola-reduz-fecundidade-na-adolescencia-mas-indice-permanece-acima-da-media-da-africa-subsaariana\/","title":{"rendered":"Angola reduz fecundidade na adolesc\u00eancia, mas \u00edndice permanece acima da m\u00e9dia da \u00c1frica Subsaariana"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) anunciou, nesta ter\u00e7a-feira, a redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia da gravidez na adolesc\u00eancia em Angola, de 34,5% para 27,1%. Apesar da queda, o indicador permanece acima da m\u00e9dia da \u00c1frica Subsaariana, estimada em 18%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os dados apresentados no Relat\u00f3rio Tem\u00e1tico de Fecundidade na Adolesc\u00eancia, a preval\u00eancia da gravidez entre raparigas dos 15 aos 19 anos diminuiu 21,5%, passando de 34,5%, registados no Inqu\u00e9rito de Indicadores M\u00faltiplos e de Sa\u00fade (IIMS 2015-2016), para 27,1% no IIMS 2023-2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio revela igualmente que a preval\u00eancia continua mais elevada nas zonas rurais, onde passou de 49% para 42%, mantendo-se uma assimetria preocupante entre as \u00e1reas urbanas e rurais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o INE, apesar da redu\u00e7\u00e3o registada no per\u00edodo em an\u00e1lise, Angola continua acima da m\u00e9dia da \u00c1frica Subsaariana, estimada em 18%. O pa\u00eds apresenta uma preval\u00eancia inferior \u00e0 observada em Mo\u00e7ambique (36%) e na Z\u00e2mbia (28%), mas superior \u00e0 da Tanz\u00e2nia (23,4%), dos Camar\u00f5es (23%) e do Gab\u00e3o (22,9%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por prov\u00edncias, os resultados evidenciam redu\u00e7\u00f5es expressivas em Malanje, com menos 24,4 pontos percentuais, Lunda Sul, menos 23,2 pontos percentuais, Hu\u00edla, menos 19,7 pontos percentuais, e Cunene, menos 14,6 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prov\u00edncia de Luanda apresentou a preval\u00eancia mais baixa, passando de 21,2% no IIMS 2015-2016 para 13,9% no IIMS 2023-2024. O relat\u00f3rio salienta que este resultado pode estar associado ao maior acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.Entretanto, prov\u00edncias como Cuanza Sul (51,4%), Cuanza Norte (41,3%) e Cuando-Cubango (44%) mantiveram preval\u00eancias elevadas no IIMS 2023-2024. No Bengo, observou-se um aumento de 2,7 pontos percentuais.Segundo a an\u00e1lise do INE, Angola registou progressos relevantes na redu\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia. Contudo, a persist\u00eancia de valores elevados em determinadas regi\u00f5es e as diferen\u00e7as entre prov\u00edncias refor\u00e7am a necessidade de estrat\u00e9gias diferenciadas e focalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 taxa de fecundidade na adolesc\u00eancia, esta diminuiu 25,2%, passando de 163 nascimentos por 1.000 adolescentes no IIMS 2015-2016 para 122 por 1.000 no IIMS 2023-2024.A redu\u00e7\u00e3o foi maior nas \u00e1reas urbanas, com 33,3%, em compara\u00e7\u00e3o com as \u00e1reas rurais, onde a queda foi de 18,4%. Apesar da redu\u00e7\u00e3o, as zonas rurais continuam a apresentar n\u00edveis elevados, com 195 nascimentos por 1.000 adolescentes em 2023-2024.Do total de adolescentes abrangidas pelos dois inqu\u00e9ritos \u2014 3.444 no IIMS 2015-2016 e 3.874 no IIMS 2023-2024 \u2014 cerca de sete em cada dez viviam em \u00e1reas urbanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o INE, os resultados evidenciam progressos na redu\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia em Angola ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, possivelmente associados ao aumento da escolariza\u00e7\u00e3o feminina, ao adiamento do casamento e ao maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade sexual e reprodutiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as recomenda\u00e7\u00f5es, o relat\u00f3rio defende estrat\u00e9gias integradas que promovam a perman\u00eancia das raparigas na escola, previnam o casamento precoce, ampliem o acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade sexual e reprodutiva adaptados aos adolescentes e enfrentem normas sociais prejudiciais, com o objectivo de acelerar a redu\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia e diminuir as desigualdades entre as diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) anunciou, nesta ter\u00e7a-feira, a redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia da gravidez na adolesc\u00eancia em Angola, de 34,5% para 27,1%. 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