{"id":2589,"date":"2024-11-25T08:00:00","date_gmt":"2024-11-25T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zango.co.ao\/?p=2589"},"modified":"2024-11-25T08:06:48","modified_gmt":"2024-11-25T08:06:48","slug":"os-cegos-do-poder-quando-ser-e-menor-que-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zango.co.ao\/index.php\/2024\/11\/25\/os-cegos-do-poder-quando-ser-e-menor-que-estar\/","title":{"rendered":"Os Cegos Do Poder: Quando Ser \u00e9 Menor Que Estar"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Mona Kisola Dya NZAMBI<\/p>\n\n\n\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a poderosa. N\u00e3o t\u00e3o poderosa quanto o PODER, de facto! Na nossa \u00c1frica, como em qualquer outro lugar do mundo, ela impulsiona jovens brilhantes a ultrapassarem obst\u00e1culos, enfrentarem as adversidades de sistemas sociais muitas vezes injustos e ascenderem a posi\u00e7\u00f5es de chefia. H\u00e1 entretanto uma sombra que acompanha essa ascens\u00e3o: a cegueira pelo poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas esquinas da nossa hist\u00f3ria, j\u00e1 vimos muitos exemplos de l\u00edderes que, ao alcan\u00e7ar o topo, esquecem-se das suas origens. O africano em cargos de chefia, infelizmente, tem uma tend\u00eancia peculiar de se perder na sua pr\u00f3pria import\u00e2ncia, agindo como se o &#8220;estar&#8221; fosse sin\u00f3nimo eterno de &#8220;ser&#8221;. A quest\u00e3o \u00e9: ser\u00e1 que algu\u00e9m pode dizer a esses fulanos que os cargos acabam e a vida continua? E o fim da vida, existe! O buraco \u00e9 fundo para todos, e cobre-se sempre com areia. Por mais cara que seja a caixa\u2026!<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que o problema n\u00e3o est\u00e1 em assumir uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio, a lideran\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria e deveria ser exercida com excel\u00eancia. O desafio est\u00e1 em como esses indiv\u00edduos passam a olhar para eles e a tratar os outros. De repente, o t\u00edtulo parece mais importante que o trabalho realizado. O sorriso amig\u00e1vel se transforma num tom autorit\u00e1rio, e a porta que antes se abria para todos, agora se fecha selectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eles esquecem, ou pelo menos fingem esquecer, \u00e9 que os cargos n\u00e3o s\u00e3o sobre ser, mas sobre estar. Estar \u00e9 transit\u00f3rio, \u00e9 passageiro. O tempo, implac\u00e1vel como sempre, chega para todos. E quando as cortinas do poder se fecham, o que resta?&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria dos gestos e decis\u00f5es tomadas durante o exerc\u00edcio da lideran\u00e7a, talvez.. Se algu\u00e9m conhecer mais alguma coisa, que me diga!<\/p>\n\n\n\n<p>A boa chefia deve ser medida pelo impacto positivo que se deixa \u00e0queles que estiveram sob seu comando. Um chefe que oprime, humilha e se perde em vaidades deixa para tr\u00e1s apenas ressentimento. J\u00e1 aquele que lidera com sabedoria e humildade permanece no cora\u00e7\u00e3o das pessoas mesmo depois de deixar o cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>E a cultura africana \u00e9 isso. O respeito sagrado pelos anci\u00e3os, pelos l\u00edderes e pelos s\u00e1bios. Mas o respeito que deve ser constru\u00eddo por alicerces de \u00e9tica e integridade, e nunca imposto pela for\u00e7a ou pelo medo. \u00c9 importante lembrarmos que, assim como o vento apaga a chama de uma vela, o poder mal exercido apaga o respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro modo, \u00e9 muito urgente lembrar que as cadeiras de chefia n\u00e3o s\u00e3o tronos, mas sim bancos emprestados. A li\u00e7\u00e3o, afinal, \u00e9 simples: o que define um bom l\u00edder n\u00e3o \u00e9 o quanto ele \u00e9 servido, mas o quanto ele serve. Que esses &#8220;cegos do poder&#8221; abram os olhos antes que seja tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque, no fim, a vida continua. E o que resta \u00e9 apenas o eco das escolhas feitas. Bem, mais s\u00f3 quem est\u00e1 pronto para esse tema poder\u00e1 se rever. Quanto as almas sujas, bem&#8230; Essas vamos deixar para o Poderoso!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Mona Kisola Dya NZAMBI A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a poderosa. N\u00e3o t\u00e3o poderosa quanto o PODER, de facto! 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