{"id":4140,"date":"2025-04-01T17:04:00","date_gmt":"2025-04-01T17:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zango.co.ao\/?p=4140"},"modified":"2025-04-01T16:08:51","modified_gmt":"2025-04-01T16:08:51","slug":"museu-britanico-aberto-a-colaboracoes-para-estudar-patrimonio-cultural-angolano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zango.co.ao\/index.php\/2025\/04\/01\/museu-britanico-aberto-a-colaboracoes-para-estudar-patrimonio-cultural-angolano\/","title":{"rendered":"Museu Brit\u00e2nico Aberto a Colabora\u00e7\u00f5es para Estudar Patrim\u00f3nio Cultural Angolano."},"content":{"rendered":"\n<p>O Museu Powell-Cotton, situado no sul de Inglaterra, est\u00e1 aberto a colabora\u00e7\u00f5es para estudar a vasta colec\u00e7\u00e3o de milhares de objectos culturais ind\u00edgenas angolanos recolhidos no in\u00edcio do s\u00e9culo XX por exploradores brit\u00e2nicos, disse ontem fonte da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;[O museu possui alguns] artefactos espirituais maravilhosos sobre os quais sabemos muito pouco e que precisam desesperadamente de conserva\u00e7\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 Lusa a directora das colec\u00e7\u00f5es, Mady Beardmore.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes incluem uma s\u00e9rie de m\u00e1scaras que faziam parte de cerim\u00f3nias de inicia\u00e7\u00e3o masculina recolhidas no sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do trabalho de restauro f\u00edsico, o museu &#8220;quer compreender a import\u00e2ncia espiritual e a melhor forma de as tratar&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dio prazo, o museu gostaria de colaborar com membros da comunidade e com institui\u00e7\u00f5es culturais angolanas para reinterpretar a cole\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 cerca de cinco mil objectos, al\u00e9m de centenas de fotografias e filmes realizados durante viagens ocorrudas em 1936 e 1937.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Disseram-me que possu\u00edmos a maior colec\u00e7\u00e3o de material angolano fora da pr\u00f3pria Angola. Temos uma grande responsabilidade de tentar compreender bem essa colec\u00e7\u00e3o e de a tratar com respeito&#8221;, afirmou a respons\u00e1vel \u00e0 Lusa.<\/p>\n\n\n\n<p>Consciente das discuss\u00f5es actuais sobre a proveni\u00eancia do acervo de muitos museus ocidentais e de cole\u00e7\u00f5es privadas ao longo de d\u00e9cadas de coloniza\u00e7\u00e3o, Beardmore n\u00e3o exclui falar sobre a possibilidade de repatria\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos abertos a falar com as comunidades e a trabalhar com as pessoas para garantir que estas colec\u00e7\u00f5es sejam mais conhecidas no seu pr\u00f3prio pa\u00eds e estamos abertos a essas discuss\u00f5es&#8221;, adiantou.<\/p>\n\n\n\n<p>O Museu Powell-Cotton est\u00e1 situado numa propriedade hist\u00f3rica de dez hectares em Birchington, no sul de Inglaterra, a cerca de 110 quil\u00f3metros de Londres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" 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animais selvagens embalsamados, a cole\u00e7\u00e3o do museu inclui objetos do quotidiano e cerimoniais de povos ind\u00edgenas de diferentes pa\u00edses, incluindo joias, vestu\u00e1rio, instrumentos musicais, ornamentos e utens\u00edlios feitos com materiais como a madeira ou barro.<\/p>\n\n\n\n<p>A colec\u00e7\u00e3o de cultura material angolana foi sobretudo o resultado de duas viagens das filhas de Powell-Cotton, Diana e Antoinette, em 1936 e 1937, nas quais recolheram quase cinco mil objectos.<\/p>\n\n\n\n<p>Di\u00e1rios detalhados da \u00e9poca descrevem n\u00e3o s\u00f3 os nomes dos objectos na fon\u00e9tica original, como o pre\u00e7o pelos quais foram comprados a nativos atrav\u00e9s de ajudantes contratados de prop\u00f3sito para a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, existem falhas porque centenas de fotografias feitas na altura n\u00e3o foram devidamente catalogadas, deixando por explicar onde foram captadas, quem figura e que situa\u00e7\u00e3o retratam.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Penso que a aten\u00e7\u00e3o delas [Diana e Antoinette] foi desviada por causa da Segunda Guerra Mundial e elas acabaram por n\u00e3o conseguir fazer o que tinham planeado&#8221;, afirmou a arquivista do museu, Hazel Basford, \u00e0 Lusa.<\/p>\n\n\n\n<p>Existente desde 1896, o Museu Cotton-Powell tem em curso um projecto de renova\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de toda a colec\u00e7\u00e3o, que abrange desde o final do s\u00e9culo XIX a meados do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, o museu apresentou uma nova \u00e1rea dedicada \u00e0 \u00c1frica Oriental, com objetos de pa\u00edses como o Qu\u00e9nia, Uganda, Sud\u00e3o do Sul e Eti\u00f3pia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu Powell-Cotton, situado no sul de Inglaterra, est\u00e1 aberto a colabora\u00e7\u00f5es para estudar a vasta colec\u00e7\u00e3o de milhares de objectos culturais ind\u00edgenas angolanos recolhidos no in\u00edcio do s\u00e9culo XX 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