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BNA Anuncia que o Kwanza Poderá Circular na Região da SADC

‎O Kwanza poderá vir a ser aceite como moeda de pagamento nos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com a implementação efectiva do Sistema de Liquidação Bruta em Tempo Real (RTGS) pelos bancos comerciais que operam em Angola.‎

A informação foi avançada recentemente, na província de Cabinda, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias.‎‎Segundo o responsável, a implementação do RTGS constitui uma das principais prioridades dos bancos centrais da região, por permitir o reforço das relações comerciais e financeiras entre os sistemas bancários dos Estados-membros, facilitando pagamentos transfronteiriços de forma mais rápida, segura e eficiente.

‎‎Manuel Tiago Dias sublinhou que a conversibilidade do Kwanza não depende apenas de decisões administrativas, mas sobretudo da estabilidade macroeconómica e da aceitação da moeda nos mercados regionais. “Não se trata apenas de decretos. ‎A conversibilidade do Kwanza depende da estabilidade e aceitação da moeda”, afirmou, recordando que, no passado, a moeda nacional já foi utilizada em países vizinhos e noutras regiões.‎‎

O governador abordou igualmente o acordo de conversão monetária entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC), destacando os contactos regulares entre o BNA e o Banco Central congolês com vista a intensificar e simplificar as transacções comerciais bilaterais.‎‎

No balanço da política monetária referente a 2025, Manuel Tiago Dias destacou a estabilidade cambial e o crescimento da actividade económica, impulsionados, entre outros factores, pela venda de divisas por companhias petrolíferas, diamantíferas e outros operadores económicos.

A base monetária registou um aumento de cerca de 4,4%, enquanto os Meios de Pagamento em Moeda Nacional (M2) cresceram aproximadamente 15%, acompanhando a evolução da inflação.‎‎

Segundo o governador, o reforço da política monetária e a implementação do RTGS visam consolidar a estabilidade económica e criar condições para uma maior integração financeira regional, preparando o Kwanza para uma circulação mais ampla no espaço da SADC.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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