Conheça história de duas mulheres que viram suas vidas mudar radicalmente e o sacrifício diário que fazem para sobreviver.
Tatiana Xissueca e Margarida Solari pacientes e representantes da Comunidade “Lúpus,” participaram, na passada sexta-feira, do programa Café com Notícias, a propósito do dia o dia Dia Mundial da doença, celebrado anualmente em 10 de Maio para aumentar a conscientização sobre a doença.
Durante a conversa, Tatiana Xissueca, revelou que descobriu a doença em 2011. A paciente afirmou que já recebeu mais de 60 transfusões de sangue.
Por sua vez, Margarida Solari, também paciente, disse que, começou a sentir dores nas articulações, mas não sabia exactamente o que se passava, apesar de receber diagnósticos errados. Margarida conta ainda que foi ao país vizinho, Namíbia, onde conheceu o diagnóstico.
Elas enfrentam várias dificuldades no dia-a-dia, mas as duas mulheres, Tatiana Xissueca e Margarida Solari, disseram que, o primeiro passo para ter prazer pela vida, outra vez, é aceitar o diagnóstico e decidir readaptar-se, seguindo um tratamento rigoroso.
Sublinhado a fé em Deus e a rede de apoio familiar como principais factores para que continuem a viver apesar das dores imprevisíveis que atacam cada parte do corpo, perdas de cabelo, fadiga excessiva e até sangramento nas gengivas.
A Técnica de saúde e Vice-Presidente da Comunidade, Eunice Vita afirmou que, não há uma idade específica, a doença pode acometer pessoas de toda a faixa etária, entre homens e mulheres, apesar de afectar maioritariamente as mulheres.
A responsável lamentou o facto de não terem apoio do Ministério da Saúde, mesmo tendo contactado para o efeito.
A doença alterou até a dieta alimentar, sendo agora, constituída por frutos e vegetais, em vez de carnes vermelhas, açúcar e comidas rápidas como hambúrgueres.
Tatiana e Margarida demonstram optimismo, com base nas suas crenças. Acreditam que um dia vão vencer o LÚPUS e continuar a viver. O Lúpus é uma doença autoimune crônica — ou seja, o próprio sistema imunológico (que normalmente nos protege contra vírus e bactérias) passa a atacar tecidos saudáveis do corpo.
Actualmente, o lúpus não tem cura, mas tem tratamento. Com acompanhamento médico, muitas pessoas conseguem controlar a doença e ter boa qualidade de vida.

