O Hospital Materno-Infantil Azancot de Menezes, localizado na Camama, em Luanda, foi alvo de várias denúncias por parte de utentes, devido a alegadas situações relacionadas com o atendimento prestado por enfermeiras estagiárias.
O facto tem gerado preocupação entre os cidadãos que recorrem à referida unidade hospitalar. Em entrevista exclusiva à ZFM, no programa Café com Notícias, conduzida pelo jornalista Miguel Manuel, a directora-geral da instituição, Dra. Manuela Mendes, esclareceu que o hospital foi igualmente concebido como espaço de formação de quadros da saúde.
Segundo a responsável, os estagiários actuam sob supervisão directa de profissionais habilitados, assegurando que os procedimentos clínicos sejam acompanhados por técnicos efectivos.
“Os estagiários fazem o acolhimento dos pacientes e comunicam aos profissionais de saúde para que seja garantida a assistência adequada”, explicou.
Durante a entrevista, a directora-geral alertou ainda que o tempo de espera poderá aumentar nos próximos anos, devido ao crescimento populacional na capital, que tende a pressionar os serviços de urgência e a capacidade de resposta da unidade.
A Dra. Manuela Mendes afirmou ainda que a elevada afluência de utentes à unidade reflete a confiança na qualidade do atendimento prestado. Rejeitou a ideia de que a procura intensa se deva à falta de alternativas e acrescentou que os cidadãos que procuram tratamento fora de Angola estão, na verdade, a fazer turismo de saúde.
Actualmente, o hospital funciona com apenas 50 por cento da sua força de trabalho, situação que poderá agravar a sobrecarga dos serviços caso não haja reforço de pessoal.
Apesar das preocupações levantadas pelos utentes, a direcção garante que todos os atendimentos seguem critérios técnicos e que a formação prática é parte essencial da preparação dos futuros profissionais de saúde, mantendo-se a supervisão como requisito obrigatório para salvaguardar a qualidade do serviço prestado.

