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Angola Realiza Primeira Cirurgia de Escoliose

Angola alcançou um marco relevante no sector da saúde ao realizar, pela primeira vez, uma cirurgia de correção de escoliose, no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, uma unidade de referência nacional voltada para o tratamento de casos de elevada complexidade clínica.

Equipado com tecnologia avançada e contando com equipas altamente qualificadas, o Complexo “Pedalé” destaca-se como um centro de excelência, com capacidade para procedimentos sofisticados, como neurorradiologia de intervenção, neurocirurgia vascular, tratamento do AVC agudo com linha verde dedicada, oncologia cirúrgica, além de técnicas minimamente invasivas orientadas por imagem de alta precisão.

É neste cenário de modernização e fortalecimento técnico que teve início, esta semana, o Programa de Cirurgias de Escoliose, uma iniciativa inovadora destinada ao tratamento de deformidades graves da coluna vertebral, sobretudo em adolescentes e jovens.

A primeira operação foi realizada na terça-feira, 14 de Abril, com êxito, numa jovem de 22 anos que vivia há mais de dez anos com uma deformação severa da coluna.

A condição, além de provocar dor constante, afecta significativamente a autoestima e pode evoluir para complicações mais sérias. O procedimento cirúrgico foi conduzido pelo neurocirurgião angolano Dr. D’Jamel Kitumba, com o apoio do cirurgião brasileiro Dr. Dante Giubilei, numa parceria que reforça a troca de conhecimentos e o desenvolvimento técnico nacional.

A cirurgia, que durou cerca de cinco horas, envolveu a colocação de 18 parafusos nas vértebras para corrigir o desvio, tendo decorrido sem complicações.Segundo o responsável do Departamento de Neurociências, Dr. D’Jamel Kitumba, este momento representa um avanço histórico:“Para nós, trata-se de um dia marcante, pois é a primeira vez que se realiza uma cirurgia de escoliose em Angola.”

O programa inclui também acções de sensibilização, consultas especializadas e rastreios em escolas, tendo já identificado mais de 30 jovens com indicação para cirurgia. Durante esta semana, estão previstas seis intervenções.

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, sublinha que este avanço reflecte o compromisso do Executivo com a transformação do sector:“Este feito demonstra um passo consistente na consolidação da autonomia técnica do nosso sistema de saúde.

Estamos a investir na formação de profissionais, na modernização das infra-estruturas e na introdução de tecnologias avançadas, para garantir cuidados de saúde cada vez mais diferenciados, seguros e humanizados no país.”

A governante acrescenta que a aposta na especialização é fundamental para reduzir evacuações médicas e elevar a qualidade dos serviços prestados à população. Por sua vez, o Director-Geral do Complexo Hospitalar, Dr. Albano Eugénio, considera que este momento assinala uma nova fase para a medicina nacional: “Hoje provamos que Angola dispõe de capacidade técnica, humana e tecnológica para realizar cirurgias de elevada complexidade ao mais alto nível. Este é um benefício directo para os pacientes e um sinal claro de que estamos a evoluir rumo à excelência.”

A paciente permanece sob cuidados intensivos, apresentando uma evolução favorável no período pós-operatório.

O programa prossegue ao longo da semana, com intervenções agendadas até sexta-feira, reforçando uma iniciativa que representa um passo importante rumo à autossuficiência do sistema de saúde angolano.

Com este feito, Angola reafirma o seu compromisso com a inovação, a valorização dos profissionais de saúde e a melhoria contínua da qualidade de vida da população, posicionando-se como um país cada vez mais preparado para enfrentar os desafios da medicina moderna.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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