Cabo Verde foi designado Capital Africana da Cultura para 2028, no âmbito do projecto homónimo que reúne 44 entidades do continente.
Com esta distinção, o país prepara-se para afirmar-se como um dos principais polos da dinâmica cultural africana, ao acolher, em 2028, as celebrações da «Capital Africana da Cultura».
O protocolo foi assinado na última quarta-feira, 22 de Abril, em Rabat, Marrocos, pelo director executivo do programa Capitais Africanas da Cultura e pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.
Trata-se de uma conquista estratégica, que reforça o posicionamento do país como plataforma de promoção cultural, diplomacia criativa e projecção internacional do continente africano.
Durante este ciclo, Cabo Verde será palco de um vasto programa de iniciativas destinadas a promover o intercâmbio artístico, valorizar o património e impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável, consolidando o papel da cultura como motor de crescimento e afirmação global.
De acordo com informação institucional da organização promotora, o programa “Capitais Africanas da Cultura”, dinamizado pela organização Cidades e Governos Locais Unidos de África (UCLG Africa), foi criado em 2018.
A iniciativa surgiu durante a cimeira Africities, realizada em Marraquexe, Marrocos, com o objectivo de afirmar a cultura como “o quarto pilar do desenvolvimento sustentável, a par das dimensões económica, social e ambiental”.
A cidade ou país designado como Capital Africana da Cultura acolhe, durante dois anos consecutivos, celebrações da excelência artística, cultural e criativa do continente, funcionando igualmente como espaço de reflexão sobre políticas públicas para a cultura, artes e indústrias criativas.

