As autoridades ruandesas anunciaram recentemente a proibição da importação de roupa em segunda mão, com o objetivo de pôr fim definitivo a esta prática até 2027. A medida marca um passo firme na redefinição da política económica do país.
Com esta decisão peças, o Governo pretende devolver competitividade aos alfaiates, estilistas e pequenas indústrias têxteis nacionais, historicamente prejudicados pela concorrência externa.
As taxas sobre a roupa usada ainda permitida, bem como por investimentos estratégicos na indústria têxtil, na formação profissional e na capacitação da mão de obra.
Mais do que uma questão económica, assume também uma dimensão cultural e identitária, ao incentivar o consumo de produtos feitos no país e a valorização do talento local. A expectativa passa pela criação de empregos, reativação de fábricas e retenção de riqueza no mercado interno.
Além do Ruanda, países como o Burkina Faso já avançaram com proibições totais, enquanto o Gana adotou restrições parciais.
No seio da Comunidade da África Oriental, discute-se uma abordagem conjunta para reduzir a dependência de vestuário importado.
Apesar das críticas iniciais, que incluem o aumento do custo da roupa e fricções diplomáticas com países exportadores, as autoridades ruandesas mantêm-se focadas numa visão de longo prazo, apostando numa industrialização sustentável como pilar do crescimento económico.

