O secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos de Sousa, destacou os progressos alcançados por Angola nos sectores da Saúde, Acção Social, Água e Saneamento, apesar dos desafios que continuam a afectar o continente africano, entre os quais conflitos armados, terrorismo, deslocações forçadas, xenofobia e alterações climáticas.
Ao intervir na 87.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que decorre desde segunda-feira, em Banjul, na Gâmbia, o governante reafirmou o compromisso de Angola com a promoção e protecção dos direitos humanos.
Durante a intervenção, Carlos de Sousa referiu que o Executivo tem reforçado o Serviço Nacional de Saúde através da construção de novas infra-estruturas e da expansão dos cuidados primários, medidas que contribuíram para a redução da mortalidade infantil de 44 para 32 por mil nados-vivos e da mortalidade materna de 239 para 170 por 100 mil nados-vivos.
Segundo o responsável, os indicadores apontam igualmente para a redução da taxa de desnutrição, que passou de 9,1 por cento, em 2024, para 5,8 por cento, em 2025.
Destacou ainda o aumento dos partos assistidos por profissionais de saúde, de 35 para 64 por cento.“A cobertura de planeamento familiar passou de 60 para 65 por cento, ultrapassando as metas previstas”, sublinhou.

