A Federação de Futebol da República Democrática do Congo (Fecofa) solicitou à FIFA o reembolso do valor dos bilhetes para o Mundial de 2026 adquiridos por adeptos da selecção daquele país, impedidos de viajar para os Estados Unidos da América devido ao surto de Ébola que afecta a RDC.
As medidas de segurança foram adoptadas pela FIFA para evitar a propagação do vírus, sobretudo nos países que vão acolher a competição.Os Leopardos, que regressam à maior competição de futebol do mundo pela primeira vez desde 1974, vêem os seus adeptos impossibilitados de viajar após os Estados Unidos proibirem a entrada de cidadãos não americanos que tenham estado na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores.
A medida surge na sequência da declaração de emergência de saúde pública emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a 16 de Maio, devido ao surto de Ébola.
Veron Mosengo-Omba, presidente da Fecofa, manifestou à BBC Sport Africa a preocupação dos adeptos congoleses: “Pedimos à FIFA que tenha isso em consideração, porque os bilhetes são bastante caros. Os adeptos estão a ser penalizados, pois não podem entrar nos EUA para assistir ao Mundial e apoiar a sua equipa. Não queremos que os nossos adeptos, que amam o futebol e o Mundial, percam tudo”, afirmou o dirigente desportivo.
A FIFA, por sua vez, informou que irá analisar o assunto oportunamente.Com o impedimento, os jogos da selecção da República Democrática do Congo deverão registar um número reduzido de adeptos nas bancadas.Apesar das restrições impostas aos adeptos, a equipa da RD Congo não será afectada, uma vez que os 26 jogadores convocados, bem como grande parte da equipa técnica, residem fora do país.
Os dirigentes que viajaram a partir da RD Congo já cumpriram o requisito de quarentena de 21 dias. Ainda assim, a selecção viu-se obrigada a cancelar um estágio em Kinshasa, reunindo-se agora na Bélgica para disputar jogos particulares antes de seguir viagem para a sua base, no Texas.

