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Cimeira extraordinária da UA defende responsabilização na aplicação de decisões sobre paz e segurança


A Cimeira Extraordinária da União Africana (UA), que encerrou neste domingo, em Luanda, destacou a necessidade de responsabilizar as diferentes estruturas da organização pela implementação das decisões destinadas a promover a paz e a segurança no continente africano.

A declaração foi feita pelo presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, durante a conferência de imprensa dedicada à resolução de conflitos, que contou com a representação de 49 dos 55 Estados-membros da organização.

Mahmoud Ali Youssouf salientou a necessidade de aplicar o princípio da responsabilização para assegurar maior eficácia na implementação das decisões adoptadas nas cimeiras.

De acordo com o responsável, todos os mecanismos da organização devem assumir as suas responsabilidades, desde o Conselho de Paz e Segurança ao Sistema Continental de Alerta Precoce, passando pelo Comité de Inteligência e Segurança, pela Força Africana em Estado de Alerta e pela Força de Paz da União Africana.

Aos Estados-membros é igualmente solicitada “vontade política” para garantir que as decisões dos Chefes de Estado e de Governo da organização produzam resultados concretos, segundo o responsável.

Por sua vez, o presidente em exercício da UA, Évariste Ndayishimiye, afirmou que “as promessas de Luanda, os compromissos de Luanda, não devem ser apenas declarações de princípio, devem culminar com resultados concretos e mensuráveis no terreno”.

A cimeira decorreu num contexto marcado por conflitos armados, terrorismo, extremismo violento, crises políticas, mudanças inconstitucionais de governos, deslocamentos forçados, ameaças cibernéticas, desinformação e rivalidades geopolíticas.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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