O atacante Lionel Messi anunciou, nesta segunda-feira, dia 31, a sua aposentadoria definitiva da selecção da Argentina.
Num comunicado divulgado nas suas redes sociais, o astro argentino afirmou que a decisão lhe “dói na alma”, mas considera ser o momento certo para encerrar o seu percurso ao serviço da Albiceleste.
“Falta pouco tempo e as fases da vida vão-se encerrando, e esta é uma que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na selecção. Dei tudo de mim, já não tenho mais nada a oferecer e, além disso, há jovens excelentes vindo atrás que merecem estar aqui”, escreveu o jogador.
Messi agradeceu ainda o carinho recebido ao longo das últimas duas décadas e afirmou que continuará a apoiar a selecção, desta vez fora dos relvados.
“Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvi-los de dentro de campo. Agora serei apenas mais um de vocês, apoiando e incentivando sempre de fora, nos bons e nos maus momentos, ainda mais nos maus”, acrescentou.
Esta não é a primeira vez que Messi anuncia uma despedida da selecção. Em 2016, o jogador chegou a afastar-se da equipa nacional, mas regressou no ano seguinte.
Ao longo de 22 anos, entre as categorias de formação e a selecção principal, Messi representou a Argentina entre 2004 e 2026.
Pela equipa principal, o craque somou 207 partidas e marcou 125 golos.
Depois de um longo período sem conquistar grandes títulos, Messi assumiu um papel determinante no regresso da Argentina às conquistas internacionais.
Sob a liderança do camisola 10, a Albiceleste conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, o Campeonato do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024, consolidando um dos períodos mais vitoriosos da história recente da selecção argentina.

