O Prémio Nobel da Paz foi atribuído, esta sexta-feira, à activista venezuelana María Corina Machado, tendo o comité defendido a escolha referindo-se ao seu trabalho “incansável a promover as direitos democráticos para as pessoas da Venezuela”.
“No último ano, Maria Corina Machado foi forçada a viver às escondidas. Apesar das ameaças contra a sua vida, ela permaneceu no seu país, uma escolha que inspirou milhões”, refere a organização responsável pela atribuição do prémio, citada pelo Notícias ao Minuto, acrescentando, ainda, que “quando o autoritarismo toma o poder, é crucial reconhecer a coragem dos defensores da liberdade que resistem”.

“Vivemos num mundo em que a democracia está em declínio, onde cada vez mais regimes autoritários desafiam as normas e recorrem à violência”, prossegue o comité, considerando que “a democracia é uma condição prévia para uma paz duradoura”.
María Corina Machado é opositora do regime de Nicolás Maduro e ex-deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014.
Em 2024, o Nobel da Paz foi dado à organização japonesa Nihon Hidankyo (Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas de Bombas A e H), um grupo formado por sobreviventes das bombas atómicas lançadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial e que defende a abolição de armas nucleares.

