Consumidores de Hong Kong a Londres e Nova York enfrentaram filas na sexta-feira (19) para comprar os novos iPhones da Apple. Mas alguns encontraram unidades de demonstração já riscadas.
As versões azul-escuro do iPhone 17 Pro e Pro Max apresentaram marcas após poucas horas em exposição, segundo visitas da Bloomberg News a lojas da Apple em Hong Kong, Xangai e Londres. O iPhone Air na cor preta também mostrou propensão a arranhões, de acordo com os repórteres.
É o primeiro grande redesenho físico do aparelho em anos. Nesta geração, os modelos voltaram a ter estrutura de alumínio e receberam um acabamento que a Apple apresentou como mais resistente a riscos na parte traseira.
Na China, um dos primeiros mercados a receber os novos modelos, consumidores publicaram fotos de iPhones 17 riscados já na manhã de sexta.
À tarde, a hashtag relacionada estava entre os temas mais comentados no Weibo, com mais de 40 milhões de visualizações. Usuários do X também postaram imagens e vídeos de aparelhos danificados.

O alumínio usado no iPhone 17 Pro e Pro Max é conhecido por ser suscetível a arranhões, mais visíveis em cores escuras. O iPhone 5, lançado em 2012, recebeu queixas semelhantes nas versões preta e grafite. O 17 Pro está disponível em três tonalidades, sendo o azul-escuro a mais escura. Esse modelo não tem opção em preto, cor tradicional da linha.
A Apple já enfrentou problemas em lançamentos anteriores. O iPhone 7, por exemplo, foi criticado pela facilidade de riscos na versão preta brilhante.
O iPhone 6, ultrafino, sofreu com o “bendgate”, quando usuários mostraram que o aparelho podia entortar. O iPhone 4 ficou marcado por falhas na antena quando segurado de determinada forma.
Os comentários nas redes sociais ocorrem em meio a um lançamento considerado forte para a linha iPhone 17, que a Apple aposta para manter o ritmo de vendas em um momento de dificuldades para avançar em recursos de inteligência artificial.
A extensão do problema ainda é incerta. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

