O antigo produtor de Hollywood Harvey Weinstein regressou, esta terça-feira, ao banco dos réus para enfrentar um terceiro julgamento por alegada violação, após a anulação do processo anterior por falta de consenso do júri.
O novo julgamento, que decorre em Nova Iorque, centra-se nas acusações de Jessica Mann, que alega ter sido violada por Weinstein num hotel em Manhattan, em 2013.
O segundo julgamento, realizado em 2025, foi declarado nulo pelo juiz estadual Curtis Farber, depois de o júri não ter conseguido alcançar um veredicto no caso relacionado com Mann.
Ainda assim, nesse processo, Weinstein foi considerado culpado de um crime sexual em primeiro grau com base nas acusações de Miriam Haley, que o acusou de a forçar a praticar sexo oral em 2006.
O ex-produtor já havia sido condenado, em 2020, a 23 anos de prisão por violação em terceiro grau e outros crimes sexuais.
Contudo, essa condenação foi posteriormente anulada por um tribunal de recurso de Nova Iorque, que concluiu que o julgamento inicial incluiu indevidamente testemunhos de mulheres cujos casos não estavam directamente relacionados com o processo em causa.
Durante os julgamentos, os procuradores procuraram demonstrar a existência de um padrão de comportamento abusivo por parte de Weinstein, recorrendo a depoimentos de várias mulheres.
Ao todo, mais de 80 vítimas apresentaram acusações contra o ex-produtor ao longo dos últimos anos.O caso de Harvey Weinstein tornou-se um dos mais emblemáticos da luta contra o abuso sexual na indústria do entretenimento, tendo contribuído decisivamente para o surgimento do movimento “MeToo, que incentivou centenas de mulheres em todo o mundo a denunciarem situações de assédio e violência sexual.
O terceiro julgamento agora em curso deverá concentrar-se exclusivamente nas acusações de Jessica Mann, sendo considerado determinante para o desfecho judicial de um dos casos mais mediáticos da justiça norte-americana.

