Angola propôs, nesta terça-feira (11), a entrada em vigor de um cessar- fogo entre o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o movimento de rebelde M23, a partir das 12 horas do próximo dia 18 do mês em curso, aguardando -se agora um pronunciamento público das partes sobre a aceitação da data sugerida.
A informação foi avançada através de um comunicado a imprensa da Presidência da República, na sequência do encontro realizado em Luanda entre o Presidente da República de Angola, João Lourenço, o Presidente do Togo, Faure Essozimna Gnassingbé, o Presidente da RDC, Félix Tchisekedi, e o ex-Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.
Segundo o documento, a proposta surge após consultas realizadas junto das partes interessadas no processo, a nota refere ainda que o início da fase preparatória do diálogo inter-congolês, que deverá igualmente decorrer em Luanda, será anunciado oportunamente.
Angola tem assumido um papel ativo na mediação do conflito no leste da RDCongo, a par de outros parceiros internacionais, procurando promover uma solução política e o regresso à estabilidade na região, palco de confrontos recorrentes entre as forças governamentais e o grupo armado M23.
Na segunda-feira, Angola foi mandatada para dar início a consultas com todas as partes congolesas interessadas, para a criação de condições e realização do diálogo intercongolês.
A atividade armada do M23 – um grupo constituído principalmente por tutsis vítimas do genocídio ruandês de 1994 -, que, segundo o Governo congolês, tem o apoio do Ruanda, recomeçou em novembro de 2021 com ataques contra o exército governamental no Kivu do Norte, tendo avançado em várias frentes e ameaçando escalar para uma guerra regional.

