O novo ano lectivo 2026-2027 arrancou, na quinta-feira, no Mali, com mais de 2.400 escolas impossibilitadas de reabrir devido ao agravamento da insegurança e à presença de grupos jihadistas em várias regiões do país.
O ano lectivo foi declarado pelo Presidente Assimi Goïta como o “Ano da Educação e da Cultura”, numa tentativa de colocar o sector entre as prioridades nacionais. Entretanto, milhares de crianças iniciam o período escolar sem acesso às salas de aula.
Dados do Ministério da Educação do Mali indicam que o número de escolas encerradas tem aumentado progressivamente nos últimos anos, à medida que a violência se estende a diferentes zonas do território.
Os encerramentos afectam sobretudo comunidades já fragilizadas pelo conflito e pelos deslocamentos populacionais, agravando as dificuldades de acesso à educação e comprometendo a continuidade da formação de milhares de crianças.
Apesar da prioridade atribuída pelo Governo ao sector, a persistência da violência continua a dificultar a reabertura dos estabelecimentos de ensino nas zonas afectadas.
Com o início do novo ano lectivo, as autoridades malianas enfrentam o desafio de garantir o regresso das crianças às salas de aula e criar condições de segurança que permitam manter as escolas abertas de forma regular.

