Justiça sul-africana anunciou hoje que retomará no próximo ano o julgamento do ex-Presidente Jacob Zuma e da empresa de armamento francesa Thales, sobre acusações relacionadas com um contrato milionário assinado na década de 1990.
O julgamento, que, à partida, será retomado a 1 de Fevereiro de 2027, diz respeito às acusações de Zuma e da empresa francesa sobre alegada associação criminosa, corrupção, branqueamento de capitais e fraude.
O juiz Nkosinathi Chili, do Tribunal Superior de Pietermaritzburg (leste), determinou que o processo deve prosseguir, apesar das contestações apresentadas pelas equipas jurídicas, segundo noticiou a imprensa local, citada pela Lusa.
“Sem dúvida, houve um atraso excessivo nesta matéria”, afirmou Chili, numa decisão que representa um revés para a estratégia da defesa que tem feito um uso de requerimentos e recursos para esgotar e atrasar o processo.
O ex-Presidente é arguido no chamado “julgamento do negócio das armas”, acusado de ter aceitado subornos da empresa Thales enquanto era vice-presidente da África do Sul, beneficiando de contratos estatais e pagamentos alegadamente recebidos da firma francesa, que teriam sido canalizados através do seu consultor financeiro para ocultar a sua origem.

