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KISUMU, KENYA - APRIL 24: Inside the medical stockroom of Kuoyo Sub-county Hospital in Kisumu on April 24, 2025 in Kisumu, Kenya. Kisumu has one of the highest HIV rates in Kenya, with around 17.6% of the adult population are living with the virus, nearly five times the national average of 4.5%. In 2025, Kisumu has become a focal point of a growing healthcare crisis, as funding cuts from the United States Agency for International Development (USAID) ripple through the local health system. USAID sent KES 84.1 billion (around USD 600 million) to Kenya to support a range of sectors, including health, education, and economic development. KES 18.8 billion was allocated to HIV/AIDS programs, which served as a critical lifeline for high-burden regions like Kisumu. What appeared at first to be a bureaucratic adjustment as Donald Trump became president has translated to severe disruption of life-saving services. Clinics are shutting down, access to essential medicines is diminishing, and some mothers have been forced to ration antiretroviral treatments (ARVS), risking both their health and that of their children. Thousands of lives now hang in the balance, and without urgent, sustained intervention, the progress made in HIV prevention and treatment over the past two decades risks being rapidly undone. (Photo by Michel Lunanga/Getty Images)

Cortes no financiamento dos EUA podem custar vidas na África do Sul, alerta UNAIDS

A diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA (UNAIDS) alertou que a decisão dos Estados Unidos de reduzir o financiamento destinado ao combate ao HIV/SIDA na África do Sul poderá custar vidas e comprometer anos de progressos na resposta ao vírus.

Falando aos jornalistas antes de uma reunião das Nações Unidas sobre o HIV, a responsável afirmou que a retirada do apoio financeiro terá consequências graves para a saúde pública.”Por favor, não retirem o dinheiro, porque isso significa tirar vidas”, apelou.

Anteriormente, os Estados Unidos disponibilizavam cerca de 400 milhões de dólares por ano, através do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da SIDA (PEPFAR), montante que representava aproximadamente 17% do financiamento da resposta ao HIV na África do Sul.

A África do Sul é o país com o maior número de pessoas a viver com HIV no mundo, contabilizando mais de oito milhões de pessoas.

O Ministério da Saúde sul-africano afirmou não ter sido formalmente informado da decisão, mas garantiu que tem vindo a trabalhar para reforçar a autossuficiência do país no financiamento dos programas de combate ao HIV.

A medida surge num contexto de agravamento das relações entre Washington e Pretória. As autoridades norte-americanas alegam que a redução do financiamento está relacionada com preocupações sobre determinadas políticas adotadas pela África do Sul, argumento rejeitado pelo governo sul-africano.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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