Vários profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo (RDC) entraram em greve nesta quarta-feira, tornando-se o mais recente grupo a interromper as actividades devido ao atraso no pagamento de salários, no epicentro do surto de Ébola.
Os profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha da frente bloquearam a entrada do Hospital Geral de Bunia.
Segundo os grevistas, a paralisação resulta do descontentamento com a alegada falta de compensação financeira, apesar de desempenharem funções em condições extremamente difíceis.
De acordo com dados do Governo congolês, o número de casos confirmados de Ébola no país chegou a 2.011, incluindo 754 mortes, até quarta-feira.Ao todo, 753 pacientes permanecem em isolamento ou hospitalizados, enquanto 366 já recuperaram da doença.
O rastreamento de contactos continua a representar um desafio, com a cobertura das pessoas expostas fixada em apenas 67%.
A nação da África Central enfrenta, desde 15 de Maio, um surto de Ébola provocado pela rara variante Bundibugyo.
Dois meses após o início do surto, a doença continua a propagar-se mais rapidamente do que a capacidade das autoridades de saúde para monitorizar os casos, apesar do reforço das medidas de resposta.
Pelo menos 80% dos novos casos estão ligados a cadeias de transmissão desconhecidas, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) considera que o actual surto é o terceiro maior já registado por uma variante do vírus Ébola no continente africano e o que apresenta a maior velocidade de propagação.

