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Apresentadora egípcia Sarah Khalifa condenada à morte por tráfico de droga

A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada juntamente com 11 pessoas à morte por enforcamento por envolvimento em um esquema de fabricação e tráfico de drogas sintéticas no país. O veredito foi anunciado no último sábado (5) por um tribunal criminal do Cairo.

A apresentadora alegou problemas de saúde, incluindo um câncer, e que não tem envolvimentos com drogas, até mesmo não fumando cigarros, como destacou.

“Eu comprovei com laudos médicos que tenho tumores, tenho câncer, e peço misericórdia e humanidade. Juro por Deus Todo-Poderoso que sou inocente, por que vocês vão me julgar? Por minha lealdade ao povo? Eu nem fumo cigarros!”, declarou Sarah, segundo relatos da mídia egípcia e um vídeo que circula nas redes sociais.

Segundo notícias publicadas no sábado pela imprensa oficial do país, Khalifa, de 39 anos, era conhecida pelo programa “Missão Impossível”, dedicado a temas de segurança e criminalidade.

De acordo com o jornal El-Ahram, ligado ao Estado, um tribunal no Cairo condenou Khalifa e outros 11 arguidos à pena de morte pelos crimes de “criar uma organização criminosa para obter substâncias usadas na produção de droga com vista à sua comercialização, possuir e transportar armas de fogo e munições sem licença”.

A decisão foi anunciada após consulta ao mufti do Egito para a emissão de um parecer religioso, em conformidade com o procedimento previsto na lei egípcia para crimes puníveis com a pena de morte. A sentença é passível de recurso.

Segundo o órgão estatal Ahbar El-Yevm, Khalifa – proprietária de uma clínica de estética e de uma empresa de organização de eventos – e os restantes arguidos foram acusados de “produzir e comercializar drogas sintéticas, importando do estrangeiro as matérias-primas usadas na sua fabricação”.

O El-Ahram informou que, nas operações, as forças de segurança apreenderam mais de 750 quilos de droga e de matérias-primas, dois apartamentos usados como laboratório e numerosas armas de fogo e munições sem licença.

O tribunal condenou ainda Khalifa e alguns dos arguidos a cinco anos de prisão, no âmbito de outro processo relativo ao rapto e agressão de um jovem.

No Egito, a pena de morte aplica-se em casos de homicídio premeditado, terrorismo, alguns crimes de agressão sexual e tráfico de droga.

Escrito Por
Eunice Goncalves
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