A maior mina de lítio do mundo começa a operar ainda este mês na República Democrática do Congo (RDC), num projeto concebido para se tornar um dos maiores empreendimentos do setor à escala global.
Quando atingir a sua capacidade máxima, a mina deverá produzir cerca de 130 mil toneladas de carbonato de lítio equivalente por ano, um volume capaz de alterar significativamente o equilíbrio do mercado mundial, que até há poucos anos dependia de um número reduzido de países produtores.

Considerado um mineral estratégico para a transição energética e a revolução tecnológica, o lítio é frequentemente apelidado de “ouro branco” devido ao seu elevado valor económico e ao papel fundamental que desempenha na produção de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
A produção mundial de lítio tem estado concentrada em países como a Austrália, o Chile e a China. Com a entrada em funcionamento desta megaestrutura em África, o mapa global da indústria poderá sofrer alterações, conferindo ao continente um papel mais relevante numa cadeia de valor que movimenta milhares de milhões de dólares.
Para a República Democrática do Congo, país detentor de vastos recursos minerais, mas também marcado por desafios económicos e sociais, o projeto representa uma importante oportunidade de crescimento, investimento e geração de receitas.

